Julgando o livro pela capa?!

Publicado em 25 de Mar de 2015 por Redação | Comente!

O peso da primeira impressão.

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A expressão “Não julgue o livro pela capa” é comum a maioria dos brasileiros – acredito que não só brasileiros, rs.  É um modo metafórico de dizer “não julgue pela aparência” ou “a primeira impressão pode ser equivocada”. Algumas pessoas realmente não levam o peso das primeiras impressões em consideração, mas ao contrário do que muitos pensam, elas podem ser um fator decisivo na vinculação e manutenção das relações sociais e empresariais.

No livro “Como convencer alguém em 90 segundos” o autor Nicholas Boothman explica que os primeiros noventa segundos de qualquer encontro, não servem apenas para definir as primeiras impressões das partes, mas, determinam a ativação do instinto de sobrevivência inconsciente. A reação causada pela ativação do instinto de sobrevivência acarretará em três possíveis ações: fugir, combater ou interagir. Após atravessar esses obstáculos o ser humano decidirá se a relação será estabelecida ou não. 

No decorrer da leitura, o autor cita alguns exercícios que se postos em prática, favorecem a construção de uma primeira impressão positiva. Um exemplo é a KFC, que se resume em uma fórmula de comunicação de sucesso.

K: Know what you want/Saiba o que você quer.

F: Find out what you’re getting/Observe o resultado obtido.

C: Change what you do until you get what you want/ Mude até você atingir o resultado desejado.

Que se resume em definir o objetivo em termos positivos antecipadamente, assim, o tempo restante poderá ser usado para observar o impacto das primeiras atitudes, avaliar os resultados obtidos e mudar de estratégia caso a primeira se mostre ineficaz.

Gostou? Confira um dos exercícios que apresentados no livro.


Você sabe o que quer?

Aqui está algo que você pode tentar no trabalho. Perceba três pequenas coisas que você não gosta ou não quer que aconteça no ambiente de trabalho. Por exemplo: Eu não quero ouvir outras pessoas ao telefone porque me distrai. Eu não consigo suportar quando não chego a um consenso nas reuniões de marketing. Eu não gosto quando os clientes são impacientes. Agora, pegue seu problema – a negativa – e pense nele como um desejo positivo: Eu quero um lugar quieto para trabalhar onde possa me concentrar. Eu quero aprender mais sobre o que motiva meus colegas. Eu quero inspirar calma em outras pessoas.

Uma vez que você sabe o que quer, seja criativo e flexível e tente possíveis soluções. Se ouvir outras pessoas ao telefone é uma distração, compre um fone de ouvido. Se isso não funcionar, identifique quem o distrai mais e tente negociar um reposicionamento. Se isso não funcionar, diga ao seu chefe que você será mais produtivo em um ambiente silencioso e veja o que ele pode fazer. Pegue todo o feedback que você conseguir e, com base nisso, mude o que faz até conseguir o que deseja.

 

Texto: Julia Abreu

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